domingo, 1 de setembro de 2019

Oficina de Fotografia com Waldyr Neto


Esta oficina é voltada para o fotografo que curte viagens, natureza, aventura e em especial a fotografia de paisagens. O fotógrafo pode ser iniciante ou já iniciado. A ideia aqui é mostrar o que eu faço, e como eu faço, sem complicação ou segredos.

Começamos com um repasse das questões envolvendo a câmera, lentes, filtros e as técnicas fotográficas. Depois passamos pelas técnicas específicas da fotografia de paisagem, por composição, o estudo da luz natural, noções de tratamento no Lightroom, exercícios de avaliação de fotos e dicas para montagem de portfólio.

Isso tudo com saídas para fotografar e um valioso tempo em sala de aula - um método testado e aprovado por nossos mais de 350 alunos ao longo dos últimos 6 anos.

Basta um final de semana para você fazer fotos bem melhores...

                           Waldyr Neto





Calendário: 

Próximas turmas:

Petrópolis -  dias 9 e 10 de novembro (turma confirmada, últimas vagas)


Entre em contato e solicite sua inscrição ou se preferir solicite a montagem de uma turma exclusiva com seus amigos em local e data de sua preferência.


waldyr.neto@yahoo.com.br






(clique na imagem para ampliar)

Depoimentos de alunos:

"Waldyr eu que agradeço toda sua dedicação e competência. Foram momentos mágicos e o início de um aprendizado muito importante para mim. Tudo funcionou de forma magnífica" André Caúla 

"Sem palavras para descrever o seu profissionalismo. Não apenas como montanhista e fotógrafo como você é, e que todos sabem, mas por ser uma pessoa de alma aberta, sem egos, além de ser um incrível professor. Muito obrigada por tudo!" Bianca Scheuermann.

"Só tenho a agradecer por sua experiência compartilhada, seu carisma, sua didática! Você me fez lembrar de conceitos que demoraram 1 semestre inteiro no SENAC! rsrs   Valeu Muito! Agora é melhorar e praticar! Gratidão!" Débora Fernandes.


A Oficina acontece na Fazenda Samambaia em Petrópolis, um casarão do início do século XVIII onde temos nossa sala de aula, alojamento e uma deliciosa comida caseira.

A Fazenda Samambaia

O refeitório da Fazenda Samambaia

A capela da Fazenda, a mais antiga de Petrópolis

A Fazenda Samambaia

Nossa sala de aula


A natureza da Fazenda e os jardins de Burle Max

Nosso tradicional queijos e vinhos na Fazenda

Nossa prática em montanha

O que cada um deve levar:
  • Mochila com equipamento fotográfico, incluindo tripé
  • Lanterna
  • Agasalhos
  • Cantil
  • Lanche leve para a trilha

Restrição - Para participar da atividade em montanha o aluno deve estar apto a fazer uma trilha classificada como leve superior = 2 horas de subida. Opcionalmente o aluno pode deixar de fazer a trilha e fotografar os cenários da Fazenda.


Programação: 

Sábado:
Chegada na Fazenda e café da manhã
Manhã: 1ª parte da teoria
Almoço
Tarde: saída para caminhada e fotografias do entardecer
Jantar / confraternização

Domingo:
Madrugada: saída para fotografar o amanhecer
Café da manhã
2ª parte da teoria e entrega dos certificados
Almoço e tarde livre


Investimento:

A participação na oficina custa 3 parcelas de R$ 260,00 - 1ª na inscrição, 2ª até o evento, 3ª 30 dias após o evento. Isso dá direito à hospedagem (quarto coletivo - beliches), alimentação, trilhas, curso, material didático, certificado e translado opcional Rodoviária de Petrópolis - Fazenda Samambaia inclusos.

Condição especial: Pagamento com desconto à vista, no ato da inscrição, no valor de R$ 700,00


 Os alojamentos da Fazenda Samambaia - inclusos no pacote

Para mais detalhes (opção por quarto privativo, chegada na sexta) ou para se inscrever entre em contato por e-mail:


waldyr.neto@yahoo.com.br
Quartos privativos são opcionais - entre em contato.

Aqui uma coleção de fotos dos nossos encontros, que envolvem aventura, descoberta, confraternização e aprendizado:






















Inscrições:


waldyr.neto@yahoo.com.br


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Oficina de Lightroom com Waldyr Neto


O tratamento é uma etapa fundamental do processo fotográfico digital. Sem o tratamento as fotos perdem vida, perdem parte da '"assinatura" do fotógrafo. São simples registros que não alcançaram seu potencial como foto. Nesta oficina eu apresento um método de captura e tratamento integrados, passo a passo. E nós vamos para campo fotografar juntos e depois voltar pra sala de aula e tratar as fotos juntos. Sem mistificar, sem segredos. Eu mostro exatamente o que eu faço nas minhas fotos e que você pode passar a fazer nas suas.

                                     Waldyr Neto




Calendário: 


Aguarde a divulgação de novas turmas.

Entre em contato e solicite sua inscrição ou se preferir solicite a montagem de uma turma exclusiva com seus amigos em local e data de sua preferência.


waldyr.neto@yahoo.com.br




Depoimentos de alunos:


"O workshop foi excelente. Gostei muito do conteúdo e da forma como você apresentou. Gostei também do tempo, que ficou na medida para mim. Acho um certo desafio apresentar o curso para pessoas com diferentes níveis de conhecimento, e acho que você conseguiu a dose certa. Parabéns pelo trabalho e profissionalismo." Luiz Fernando Regino

"No último final de semana saí do Rio e fui fazer o WS de Lightroom avançado que o Waldyr organizou, e até agora estou meio abestado! Que clima, que vibe! Vim embora não querendo, com a certeza de que foi o primeiro de muitos que irei fazer." Erich Fournier

"Waldyr, tenho muitos elogios a fazer. Sua didática, clareza, generosidade surpreenderam. O workshop correu tranquilo, bem organizado e com alegria de aprender mais um pouco a arte que nos encanta. Poder partilhar dúvidas, experiências, histórias, imagens com todo o grupo é de um deleite que relaxa e enriquece. Obrigada por tudo e aguardando as novas datas de encontros!" Marcia Fonseca

Algumas fotos dos últimos eventos:


Nossa sala de aula na Fazenda Samambaia - edição de Petrópolis

Nosso tradicional "queijos e vinhos" improvisado que é a marca dos nossos encontros

A centenária Fazenda Samambaia 

O entardecer no Parque São Vicente - Petrópolis

O amanhecer no Alto da Ventania


O que cada um deve levar:
  • Mochila com equipamento fotográfico, incluindo tripé
  • Lanterna
  • Agasalhos
  • Cantil
  • Lanche leve para a trilha
  • Notebook com o Adobe Lightroom


Pré-requisito fundamental: Estar em condição de fazer uma caminhada em trilha de até 2 horas de subida. 


Investimento:

A participação na oficina custa 3 parcelas de R$ 330,00 - 1ª na inscrição, 2ª até o evento, 3ª 30 dias após o evento. Isso dá direito à hospedagem (quarto coletivo - beliches), alimentação, trilhas, curso, material didático, certificado e translado opcional Rodoviária de Petrópolis - Fazenda Samambaia inclusos.

Condição especial: Pagamento com desconto à vista, no ato da inscrição, no valor de R$ 880,00


Os alojamentos da Fazenda Samambaia


Para mais detalhes (opção por quarto individual, chegada na sexta) ou para se inscrever entre em contato por e-mail:


waldyr.neto@yahoo.com.br



Programação

  • Sábado
    • Encontro e cafe da manhã
    • Aula: Apresentação do curso e do Lightroom.
    • Aula: Repasse dos conceitos de captura digital.
    • Exercício: Captura digital no local do curso
    • Aula: Catalogação e edição.
    • Almoço.
    • Exercício: Ajustes de "tone mapping" nas fotos capturadas
    • Aula: Tratamento de fotos no Lightroom, com exemplos.
    • Prática: Fotografias do entardecer
    • Retorno, janta e confraternização.
  • Domingo
    • Prática: Fotografias do amanhecer.
    • Retorno e café da manhã.
    • Aula: Tratamento de fotos no Lightroom, com exemplos - ajustes avançados
    • Exercício: Como avaliar fotos?
    • Aula: Cada aluno seleciona e trata suas próprias fotos, com acompanhamento.
    • Almoço.
    • Aula: Cada aluno seleciona e trata suas próprias fotos, com acompanhamento (continuação)
    • Apresentação das fotos para críticas e debate.
    • Encerramento e entrega dos certificados.


Inscrições: waldyr.neto@yahoo.com.br

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Relato da Expedição Fotográfica ao Peru - Trekking Salkantay

Por Waldyr Neto - 


No Carnaval deste ano fizemos a nossa primeira expedição internacional, em parceria com a Escapadas Online. O destino escolhido foi o Trekking Salkantay, no Peru. Nesse artigo vou fazer um relato com algumsa dicas e vou mostrar muitas fotos.

Clique no mapa para ampliar

Nosso roteiro começou em Cusco, antiga capital do império Inca. Situada a 3.400m de altitude, Cusco acaba sendo o local onde fazemos o início do processo de aclimatação em altitude. Cusco é uma cidade colonial, ou seja, uma cidade espanhola construída sobre uma cidade Inca - uma cidade alegre, colorida e com muitos atrativos.

Plaza de Armas - Cusco

Casamento em Cusco

A aclimatação em altitude é um capítulo à parte. Quando você chega em Cusco não sente muita diferença, mas basta subir a primeira escadinha ou rampa você percebe imediatamente os efeitos do ar rarefeito. Deixo aqui algumas dicas de aclimatação:


  1. Ao chegar em Cusco descanse umas 2 horas.
  2. O ar lá é muito seco. Beba litros de água por dia. Ande o dia todo com uma garrafinha de água na mão.
  3. Durma bem. No sono o metabolismo desacelera e a aclimatação fica mais crítica.
  4. Beba chá de coca à vontade. Isso tem na recepção dos hotéis (depois mais pra frente eu falo sobre como mascar as folhas de coca).
  5. Não tente correr ou subir rampas ou escadas rapidamente. Aprenda a "dosar" a caminhada e a respiração. Isso vai ser fundamental na trilha.
  6. Evite chá de coca antes de dormir (pelo mesmo motivo que você evitaria café). Se quiser tomar um chá antes de dormir prefira o chá de muña.
Chá de coca na recepção do hotel


O Relato

Na semana anterior ao Carnaval nosso grupo foi chegando. Eu cheguei na quarta-feira, o que me deu um tempo extra para aclimatar. Esses primeiros dias em Cusco foram para caminhar pela cidade, visitar alguns atrativos, fazer compras e arriscar algumas fotos street. 







Os cusqueños são extremamente simpáticos e receptivos com os turistas. A cidade é segura e limpa. Você pode andar com a câmera no pescoço e fotografar as pessoas, mas é comum ter que dar uma gorjeta (propina em espanhol). Um dolar, ou o equivalente em Soles (moeda local), costuma ser a "tabela" de gorjeta para tirar fotos.

Soles e Dólares são aceitos normalmente no comércio, e volta e meia alguém dizia aceitar Reais. Têm casas de câmbio por todo o centro turístico, mas você consegue melhores cotações na Av. El Sol.

Dá para se virar numa boa falando "portunhol" ou mesmo português. Mas é bom saber falar as expressões mais corriqueiras em espanhol, como gracias, perdón, buenos días, etc.

Na Plaza de Armas e arredores os vendedores ambulantes te abordam o tempo todo, mas basta dizer "gracias" para seguir tranquilo o seu passeio. No comércio local tem lojas de equipamentos de montanhismo, desde lojas pequenas até lojas de marcas conhecidas como North Face ou Patagonia.

O forte do comércio são as lojas de roupas. Mas tem uma pegadinha aí... No mercadão e no comércio mais simples quase tudo é de tecido sintético. Já nas lojinhas mais bacanas você encontra as roupas de tecidos mais nobres como a alpaca e baby alpaca. Ou seja, se você quiser prestigiar o povo local pode ser que você acabe comprando tecido chinês. 

Come-se muito bem em Cusco. Você pode optar pelos pratos menos exóticos - peixes, carnes, etc. E se tiver coragem experimente o Cui (porquinho da Índia). Não deixe de provar a chicha morada, que é um suco de milho roxo delicioso. E se você gosta de peixe cru prove o ceviche.

Um pequeno treino que a gente fazia todos os dias era subir da Plaza de Armas até a Iglesia San Cristóbal. Uma rampinha, depois uma escadinha, e agente chegava bufando lá em cima. 

Em San Cristóbal, com a artesã Dora

Quando a gente queria fazer um treino mais forte o destino era o Cristo Blanco, uma elevação acima dos 3.600m de altitude. 



Durante a nossa estada em Cusco o Cristo Blanco era o nosso "recorde" de altitude.


City Tour em Cusco

No sábado começou o nosso roteiro propriamente dito. Fizemos um city tour em Cusco e passeamos pelos templos do entorno.







No Templo das Águas subimos por uma estradinha a atualizamos nosso recorde, 3.850m de altitude e respirando relativamente bem. 

E fechamos o dia passeando pelos atrativos de Cusco




Vale Sagrado

No domingo acordamos bem cedo e fomos de van até o Vale Sagrado dos Incas. Visitamos uma criação de llamas, alpacas e vicuñas e fomos até as ruínas de Pisac, Ollantaytamno e Chinchero. 


Pisac

Pisac

Ollantaytambo

Ollantaytambo

Chinchero

Chinchero


À noite retornamos para Cusco para o briefing com o nosso guia para a Trilha Salkantay. A moleza ia acabar...


Trekking Salkantay - 1º dia

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Na véspera da trilha eu dormi muito mal. Estava me saindo muito bem com a altitude até então e me surpreendi acordando várias vezes sem ar. A sensação era horrível - eu sufocava dormindo e acordava assustado. Talvez estivesse tendo alguma apneia, que naquela altitude me deixava sem ar. No final sentei e fiquei esperando a hora passar.

A partida para a trilha foi de madrugada. Fomos numa van até a localidade de Mollepata, onde tomamos um café da manhã reforçado e seguimos até o início da trilha Salkantay, um lugar chamado Challacancha, 3.651m de altitude. 

O grupo agora estava completo...

Flaviane, Cris, Darlene, Felipe, Flavia, David e eu

O primeiro dia do Trekking Salkantay é o mais fácil - são apenas 3 horas de trilha até o acampamento em Soraypampa. Mas o trecho inicial é em subida e o nosso guia, Walter, ia fazendo paradas para avaliar o grupo e explicar mais detalhes da trilha e da cultura inca.


Numa dessas paradas ele tirou um saco de folhas de coca da mochila e os ensinou como usar. Basicamente você tem que botar um maço de folhas na bochecha e deixar os alcaloides serem absorvidos pela mucosa. Tem que ir pressionando ou mordendo de leve. Até esse momento a gente vinha mascando as folhas, o que tem menos efeito. 

Segundo o Walter - e nós comprovamos - as folhas hidratam a garganta, enganam a fome e os alcaloides dão uma resistência extra para os rigores da trilha em altitude.

Depois da primeira subida a trilha ficou bem suave e a gente chegou sem problemas em Soraypampa, onde nos acomodamos no famoso Sky Camp. 




Nossa primeira refeição no acampamento foi uma surpresa... comida variada e muito gostosa. Nossa expedição tinha dois chefs peruanos exclusivos... Coisa chique!



Depois de um rápido descanso a gente partiu para conhecer a Laguna Humantay. A gente olhava a trilha e parecia "logo alí". Mas nosso guia ressaltou bastante a dificuldade da altitude. Ia ser a nossa primeira incursão acima dos 4.000m.

O tempo que estava bem nublado começou a abrir... coisa de aventureiro pé quente... 

A subida que parecia fácil foi incrivelmente desgastante, mas o visual valeu todo o esforço.






Recorde de altitude atualizado, voltamos para nosso jantar no Sky Camp. Nesse teve até banana flambada com Pisco e os merecidos aplausos  para os nossos chefs...

À noite choveu forte, frustrando nossa intenção de fazer fotos noturnas das nossas "barracas" de vidro.


Trekking Salkantay - 2º dia

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Na nossa noite a quase 4.000m de altitude eu voltei a ter distúrbios do sono. Foi menos intenso que na véspera, mas acabei dormindo mal. A garganta seca, desde a chegada em Cusco, arranhava e dificultava a respiração. 

Amanheceu um dia bonito, que prometia lindas fotos. O Pico Salkantay agora se mostrava aberto pela primeira vez... 


Tomamos nosso café da manhã e iniciamos o temido segundo dia do Trekking Salkantay... pela nossa frente 8km de subida até os 4.638m de altitude do Abra Salkantay, passo entre os picos Salkantay e Humantay.

Eu, já no meu sexto dia de aclimatação, estava me sentido super bem. Me dava ao luxo de ficar para trás, fotografar e voltar acelerado para alcançar o grupo. Tava que nem pinto no lixo curtindo a paisagem...



Na primeira pausa para descansar no nosso guia fez a distribuição de folhas de coca para o grupo. Todo mundo de bochecha cheia, bora pra cima!







A primeira metade da subida transcorreu bem. Tempo frio, grupo descansado, subida suave... Mas logo a gente chegou num terreno mais rochoso e iniciou as "Sete Vueltas", uma dura subida em ziguezague...



Depois das "sete vueltas" surgiu um platô bem amplo. Fazia um sol gostoso e eu sentei ao lado da trilha e fique um bom tempo curtindo ali sozinho esperando o grupo se reunir. Aquela hora que a gente relaxa e curte...


Depois do descanso cheguei a subir a encosta de uma formação geológica chamada "morena", uma visão impressionante.



Grupo reunido, faltava o trecho final até o Abra Salkantay. Lembro do nosso guia dizer que poderíamos ter alguns distúrbios de altitude, inclusive sonhar andando... Eu estava super bem fiz esse trecho numa puxada só, mas acabei sonhando andando, uma sensação super estranha. 

E chegamos no Abra Salkantay, o ponto mais alto da trilha!!




A sensação de vitória se misturava a um certo receio quando começou a chover... Botamos os ponchos e iniciamos a descida. Ainda tínhamos um longo dia pela frente...

Essa descida na chuva foi bem desgastante...



Depois de uma longa pernada chegamos em um trecho mais aberto do vale chamado Wayracmachay. 



A chuva tinha ido embora e nós tivemos nossa última visão do Pico Humantay, no seu lado mais bonito. 



Em Wayracmachay nós almoçamos e partimos para o trecho final até Chaullay. O derradeiro esforço, novamente com chuva, cansados, quase anoitecendo...

A paisagem andina ficava para traz e agora a gente estava em uma região de selva. Descemos quase 1.800m verticais desde o Abra Salkantay. 


Trekking Salkantay - 3º dia

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A altitude mais baixa e a maior umidade do ar me proporcionaram uma noite bem dormida. E a gente tinha pela frente um dia mais fácil, uma longa e suave descida de Chaullay até o acampamento de Lucmabamba.

Começamos a caminhar de poncho, mas logo a chuva parou. Olhando para cima a gente via a incrível transição de Cordilheira dos Andes para Pré-Amazônia, que a gente tinha feito na véspera. O povoado de Chaullay ia ficando para trás.


A paisagem era diferente mas também bonita. Talvez mais comum para nós brasileiros. Muita água, muito verde, sempre descendo...


Uma avalanche recente nos obrigou a uma divertida travessia do rio por um carrinho aéreo...




E nos vilarejos surgiam oportunidades para fotos da população local.


Quase no final entramos numa fazenda e participamos de uma divertida experiência de fazer café, desde o tratamento do grão, torragem, moagem, etc. até a gente tomar o café que nós mesmos fizemos. Diga-se de passagem, um café delicioso. 

No meio da tarde chegamos em Lucmabamba, o acampamento com as acomodações mais espaçosas da trilha, os jungle domes.


Altitude menor, mais umidade, tudo voltando ao normal...


Trekking Salkantay - 4º dia

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Depois de um dia relativamente fácil e até monótono, a gente tinha outra "pauleira" pela frente. Começamos a caminhar antes do sol nascer e pegamos logo uma longa subida. O ar já não era tão rarefeito e o grupo subiu bem. 


Vencido o topo da montanha chegamos no Templo de Llactapata, de onde tivemos nossa primeira visão de Machu Pichu... e como estava longe...


No meio da foto a montanha e as ruínas de Machu Pichu.


Agora fazia calor, e tinha uma descida insana pela frente... Fomos até o fundo do vale, almoçamos e chegamos na Hidroelectrica. O trecho final é uma longa caminhada pelos trilhos do trem até Aguas Calientes... A trilha Salkantay chega em Machu Pichu pelo mesmo caminho que o arqueólogo Hiram Bingham descobriu as ruínas em 1911. 




Chegamos em Aguas Calientes bem cansados, quase anoitecendo. Dessa vez ficamos numa pousada e fomos jantar num dos muitos restaurantes de lá. A subida para Machu Pichu seria na madrugada do dia seguinte. 


Trekking Salkantay - 5º dia

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Madrugamos para chegar bem cedo em Machu Pichu. Uns foram de ônibus, outros pela trilha. O clima já era de festa - todo mundo curtindo a vitória.

Quando chegamos nas ruínas o tempo estava enevoado. Mas dava para ver que o sol ia dissipar a névoa... ficamos ali na maior expectativa...


Numa rajada de vento as ruínas apareceram. Magia pura... fiquei com os olhos cheios d'água...


Começamos a passear pelas ruínas sem aquela pressão de "chegar no fim da trilha" dos dias anteriores. Foi realmente especial. O trekking Salkantay já é uma trilha bonita mesmo sem contar a chegada em Machu Pichu. Mas com a chegada em Machu Pichu fica incrível.





Daí para frente começou o longo retorno - ônibus para Aguas Calientes, um trem panorâmico incrível para Ollamtaytambo, van para Cusco, mais um pernoite e cada um pegou seu voo de volta...





Se você quer entrar para esse mundo de aventura e fotografia participe dos nossos eventos:

Oficina de Fotografia para iniciantes - 28 e 29 de abril em Petrópolis

Tiradentes Fotowalk - 24 a 26 de maio

Expedição Fotográfica aos Três Picos e Vale dos Frades - 20 a 23 de junho - Feriadão de Corpus Christi

Paraty Fotowalk - de 28 a 30 de junho