terça-feira, 13 de novembro de 2018

Oficina de Fotografia com Waldyr Neto


Esta oficina é voltada para o fotografo que curte viagens, natureza, aventura e em especial a fotografia de paisagens. O fotógrafo pode ser iniciante ou já iniciado. A ideia aqui é mostrar o que eu faço, e como eu faço, sem complicação ou segredos. Começamos com um repasse das questões envolvendo a câmera, lentes e as técnicas fotográficas. Depois passamos pelas técnicas específicas da fotografia de paisagem, por composição, o estudo da luz natural, noções de tratamento no Lightroom, exercícios de avaliação de fotos e dicas para montagem de portfólio. Isso tudo com saídas para fotografar e um valioso tempo em sala de aula - um método testado e aprovado por nossos mais de 350 alunos ao longo dos últimos 6 anos.

                           Waldyr Neto





Calendário: 

Próximas turmas:


Petrópolis -  12 e 13 de janeiro (turma aberta, já temos inscritos)

Entre em contato e solicite sua inscrição ou se preferir solicite a montagem de uma turma exclusiva com seus amigos em local e data de sua preferência.


waldyr.neto@yahoo.com.br






(clique na imagem para ampliar)

Depoimentos de alunos:

"Waldyr eu que agradeço toda sua dedicação e competência. Foram momentos mágicos e o início de um aprendizado muito importante para mim. Tudo funcionou de forma magnífica" André Caúla 

"Sem palavras para descrever o seu profissionalismo. Não apenas como montanhista e fotógrafo como você é, e que todos sabem, mas por ser uma pessoa de alma aberta, sem egos, além de ser um incrível professor. Muito obrigada por tudo!" Bianca Scheuermann.

"Só tenho a agradecer por sua experiência compartilhada, seu carisma, sua didática! Você me fez lembrar de conceitos que demoraram 1 semestre inteiro no SENAC! rsrs   Valeu Muito! Agora é melhorar e praticar! Gratidão!" Débora Fernandes.


A Oficina acontece na Fazenda Samambaia em Petrópolis, um casarão do início do século XVIII onde temos nossa sala de aula, alojamento e uma deliciosa comida caseira.

O refeitório da Fazenda Samambaia

A capela da Fazenda, a mais antiga de Petrópolis

A Fazenda Samambaia

Nosso tradicional queijos e vinhos na Fazenda

Amanhecer no Alto da Ventania, Serra da Estrela


O que cada um deve levar:
  • Mochila com equipamento fotográfico, incluindo tripé
  • Lanterna
  • Agasalhos
  • Cantil
  • Lanche leve para a trilha

Pré-requisito fundamental - Estar em condição de fazer uma caminhada em trilha de até 2 horas de subida


Programação: 

Sábado:
Chegada na Fazenda e café da manhã
Manhã: 1ª parte da teoria
Almoço
Tarde: saída para caminhada e fotografias do entardecer
Jantar / confraternização

Domingo:
Madrugada: saída para fotografar o amanhecer
Café da manhã
2ª parte da teoria e entrega dos certificados
Almoço e tarde livre


Investimento:

A participação na oficina custa 3 parcelas de R$ 260,00 - 1ª na inscrição, 2ª até o evento, 3ª 30 dias após o evento. Isso dá direito à hospedagem (quarto coletivo - beliches), alimentação, trilhas, curso, material didático, certificado e translado opcional Rodoviária de Petrópolis - Fazenda Samambaia inclusos.

Condição especial: Pagamento com desconto à vista, no ato da inscrição, no valor de R$ 700,00


Os alojamentos da Fazenda Samambaia

Para mais detalhes (opção por quarto individual, chegada na sexta) ou para se inscrever entre em contato por e-mail:


waldyr.neto@yahoo.com.br


Aqui uma coleção de fotos dos nossos encontros, que envolvem aventura, descoberta, confraternização e aprendizado:






















Inscrições:


waldyr.neto@yahoo.com.br


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Fotografia street - Como tratei esta foto

Por Waldyr Neto - 

 O Gaiteiro, foto de Waldyr Neto

Nesse novo artigo eu mostro, passo a passo, como tratei a minha foto do gaiteiro no Adobe Lightroom. Ao final vamos entender que não é possível resolver 100% do tratamento com pressets ou filtros. Algumas variáveis como nitidez, tonalização dividida e simulação de grão podem seguir receitinhas. Já o tone mapping e os tratamentos localizados tem que ser pensados foto a foto.

Se interessou? Leia até o fim e receba de presente alguns dos meus ajustes típicos para fotos street.

Eu clicado pelo Plínio Marcos Leal no Petrópolis Fotowalk de maio de 2018

Tudo começa na captura...

Se por um lado a fotografia de paisagem pede todo um rigor técnico na captura, a fotografia de rua é bem mais automática. O importante aqui é o timming, captar aquele momento único, o "instante decisivo" imortalizado pelo mestre Henri Cartier-Bresson. A câmera tem que estar à mão, pronta para o clique. A coragem de se aproximar e clicar acaba sendo a variável mais crítica. Capturar o olhar do fotografado cria uma conexão com o fotógrafo e posteriormente com o apreciador da foto.

Mas quando conseguimos isso estamos apenas na metade do caminho... a foto só está pronta ao final do tratamento.

A foto do gaiteiro foi feita com uma Fujifilm X100S, uma câmera mirrorless com jeitão de câmera de filme. Foi uma foto consentida, ou seja, eu fiz contato visual, apontei para a câmera e o gaiteiro olhou para mim. Me aproximei, cliquei e depois conversei um pouco com ele.

Como sempre capturo as imagens no formato RAW, a foto original era colorida.

Captura original em RAW, aberta no Adobe Lightroom


1. Conversão para PB

A foto convertida para PB

Converter uma foto para PB no Lightroom é super simples - basta clicar na opção "preto e branco" logo acima no painel básico. Na aba de cores PB você pode clarear ou escurecer cada tom original, ou aceitar a "sugestão" do Lightroom, que na maioria dos casos funciona bem.


2. Tone Mapping

Foto após o tone mapping - clique para ampliar e ver os ajustes no painel básico

O tone mapping é a etapa fundamental do tratamento. É onde revelamos os detalhes em todas as faixas tonais da foto e "esticamos" a foto até ela ter pretos e brancos. O tone mapping é o grande vilão dos pressets e filtros. Mesmo quando eu mesmo crio um presset a partir do tratamento de uma foto, esse presset não funciona necessariamente com outras fotos.

Resumindo: Aqui não tem jeito. Tem que estudar e aprender a fazer.

Nota: Tone Mapping não é o nome de uma aba ou painel do Lightroom. Tone Mapping é o nome de um processo do tratamento que pode ser feito no Painel Básico ou na Curva de Tons. Via de regra eu prefiro usar o Painel Básico.


3. Tonalização Dividida

Foto com uma leve tonalidade sépia nas sombras

A tonalização dividida existe para acrescentar alguma tonalidade à foto. Essa tonalidade pode ser diferente nas altas e nas sombras, daí o tempo "dividida". Depois de muitos testes eu cheguei num ajuste que eu gosto, e vou compartilhar aqui com vocês:

Realces:
Matiz: 0
Saturação 0

Equilíbrio: - 60  (atenção ao sinal negativo)

Sombras:
Matiz: 52
Saturação: 5

Basicamente o que eu faço é colorir um pouco as sombras com a tonalidade 52 (sépia) e deixar essa tonalidade invadir um pouco os realces. Em outras palavras, nas minhas fotos PB o branco é branco, e o preto é um pouquinho puxado para marrom.

Se gostar use a vontade!


4. Nitidez

Foto com a nitidez aplicada

Aqui eu tenho mais um setup padrão. Quando uso a Fujifilm X100S meu ajuste de nitidez é esse aqui:

Intensidade: 45
Raio: 1,0
Detalhe: 100
Máscara: 10

Se a foto permite eu não aplico redução de ruído. Isso é caso a caso. Nessa a redução de ruído ficou zerada mesmo.


5. Tratamentos localizados

Tratamento localizado nos olhos e na parte mais sombreada do rosto

Quando o assunto é tratamento localizado não tem receita. Tem que avaliar a foto criticamente e identificar o que pode ser melhorado, que partes devem receber mais ou menos atenção do olhar, etc. É pessoal mesmo. Aqui entramos na etapa mais subjetiva do tratamento.

Os tratamentos localizados das fotos digitais seriam os equivalentes modernos dos processos de dodge e burn da fotografia analógica, onde se clareava (dodge) ou escurecia (burn) seletivamente partes da foto, de acordo do a interpretação do fotógrafo.

Na foto do gaiteiro eu usei o pincel de ajuste para clarear um pouco a região dos olhos e a parte do rosto que estava escurecida. Com isso o olhar do gaiteiro, que estava apagado, se transforma num verdadeiro "imã do olhar". Este pequeno detalhe faz uma diferença absurda na foto. Diria até que ele redefine a concepção da foto.


6. Vinheta

Foto com vinheta aplicada

A aplicação de vinheta, ou seja, um escurecimento dos cantos da foto, pode ser também considerado um tratamento na linha de dodge e burn. A ideia aqui é escurecer os cantos criando um limitador do olhar que ajuda a concentrar a atenção no meio da foto. Nesse item não tem receita. Às vezes uso uma vinheta mais marcada, às vezes mais discreta.


7. Simulação de grão de filme

Foto com aplicação de grão

O Lightroom permite aplicar uma simulação de granulação de filme nas fotos. Em fotos street eu gosto bastante de usar. Em paisagem bem menos. Abaixo o ajuste que eu usei na foto do gaiteiro:

Intensidade: 30
Tamanho: 20
Aspereza: 100

Esse é um ajuste bem pesado, como se fosse o resultado de um "filme puxado", que é um processo de captura em filme com um tempo menor do que o necessário, tendo como contrapartida um tempo maior de revelação. Na maioria das vezes eu gosto. Às vezes eu suavizo um pouco, mas mantendo a proporção acima. Enfim, aqui mais um setup que você ganha de presente. Se gostar use à vontade.


Ao final temos a foto do gaiteiro finalizada:

O gaiteiro, foto de Waldyr Neto

Se você chegou até aqui, parabéns! Como já disse em outros artigos, fotografia envolve esforço e estudo.

É lógico que você pode fotografar em JPEG já em PB. Em especial as câmeras da Fuji tem JPEGs que simulam os antigos filmes que são muito bonitos. Mas você pode chegar num resultado melhor e mais personalizado aprendendo a tratar o RAW.

Abaixo eu deixo mais algumas fotos tratadas pelo mesmo processo, com variações no tone mapping e nos tratamentos localizados.






Se você curte de fotografia de rua e quer aprender as regulagens e de quebra passar um final de semana fotografando comigo em Paraty, clique no link abaixo para se inscrever no



Se você quer ir a fundo no tratamento de fotos no Lightroom, capturar e tratar fotos junto comigo, conheça a





sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Fotografando paisagem com uma teleobjetiva

Por Waldyr Neto - 



Quando pensamos em fotografia de paisagem o que vem à cabeça são grandes planos, lentes angulares... Isso é o mais comum. Eu mesmo sigo essa lógica - quando saio para campo já levo a câmera com uma lente grande-angular montada, normalmente a lente Canon 17-40mm f/4.0 L. É com essa lente que eu faço a maioria das minhas fotos de paisagem.


Pico do Lopo, Canon 5D mark II, lente Canon 17-40mm f/4.0 L


Se quiser conhecer o meu portfólio clique no link abaixo



Mas quando vou para campo sempre levo a minha teleobjetiva. Às vezes na mochila, às vezes montada numa segunda câmera. É um peso extra nas costas, mas que certamente vale o sacrifício...

Eu clicado pela Flávia Moreira


Mas vamos em frente...

Quando a gente compara a fotografia com a pintura, existe uma diferença fundamental.


Pintura é inclusão

Fotografia é exclusão


Na pintura você parte de uma tela em branco e inclui os elementos que você quer. Já na fotografia o processo é o inverso. Os elementos já existem, estão todos visíveis, e o desafio do fotógrafo é definir o que enquadrar, buscando uma relação entre os elementos que estão no enquadramento e tentando excluir tudo o que não "conversa" com esses elementos.

Em outros artigos já conversamos sobre a transição do olhar natural para o olhar fotográfico. No olhar natural nós focamos naquilo que nos chama a atenção, muitas vezes não percebendo o que está no entorno. Em contrapartida, no olhar fotográfico, nós nos educamos a percorrer todo o frame para identificar se a composição é interessante, se os elementos estão bem dispostos, etc. Esse olhar fotográfico é extremamente importante nas fotos de paisagem de grandes planos.


Nesta foto da Serra do Lopo feita com uma lente grande-angular, os vários elementos se complementam sem sobras ou excessos. Isso é consequência de um minucioso estudo do enquadramento no momento da captura.


Mas às vezes a composição mais aberta simplesmente não funciona. Ou percebemos uma pequena parte da cena que tem um atrativo muito maior do que o restante. Hora de trocar a lente grande-angular pela teleobjetiva e capturar aquela beleza pontual, uma parte ínfima do nosso campo de visão, mas que pode ser uma foto completa e até complexa.


Nascer da Lua na Serra da Estrela. Canon 5D mark II, lente Canon 70-200mm f/4.0 L


Araucária solitária nas encostas da Serra dos Órgãos. Canon 5D mark II, lente Canon 70-200 f/4.0 L


Estradinha do Vale dos Frades, Canon SL1, lente Canon 70-200mm f/4.0 L + teleconverter Canon 1,4x


Amanhecer no Morro Açu, Serra dos Órgãos. Canon 5D mark II, lente Canon 70-200mm f/4.0 L


Uma constatação interessante é que normalmente percebemos esses detalhes distantes pelo nosso olhar natural, mas na hora de enquadrar é preciso apurar o olhar fotográfico e compor uma boa foto. Fotografar com uma tele é a quintessência da exclusão, mas o pouco que restou ainda tem que ser bem distribuído e terminar numa composição forte.


Colinas de Teresópolis, Canon 5D mark II, lente Canon 70-200mm f/4.0 L


Outro resultado muito interessante que se consegue com uma teleobjetiva e a compactação dos planos. Isso funciona especialmente em contra-luz, no amanhecer ou entardecer.



Nessa foto tirada da Serra dos Órgãos, em contra-luz, vários planos de montanhas bastante distantes uns dos outros parecem se amontoar, distorcendo a realidade. Canon 5D mark II, lente Canon 70-200mm f/4.0 L.


Então é isso aí... se você chegou até aqui, parabéns! Aprender fotografia envolve esforço e estudo.


Se você já tem uma teleobjetiva eu recomendo fortemente que você bote ela na mochila e se acostume como o peso extra. Se ainda não tem, pode ser um bom investimento. Teleobjetivas também são lentes excelentes para retratos e registros da vida selvagem. Enfim, uma lente versátil que pode ser um excelente complemento para a sua zoom média ou grande-angular.


Amanhecer no Alto da Ventania, Canon 5D mark II, lente Canon 70-200 f/4.0 L


Se você gostou do artigo e quer ir mais a fundo, clique no link abaixo para conhecer a minha Oficina de Fotografia.





Amanhecer na Serra dos Órgãos - Canon 5D mark II, lente Canon 70-200mm f/4.0 L